domingo, 9 de janeiro de 2011

A difícil arte de fazer cover

Quando gostamos de uma banda ou de um artista, temos o desejo de assistir um show. Nada supera a emoção de ver nossos ídolos ao vivo. Porém, o que fazer quando nosso ídolo é um artista morto, ou uma banda que não existe mais? Sim, meus amigos, já são mais de 50 anos de rock´n roll, e se falarmos de blues, pode colocar mais 50. Muitos ídolos já se foram. Passaram dessa para melhor (pelo menos é o que esperamos). Outras tantas bandas simplesmente se desfizeram ao longo de todo esse tempo. Aos fãs restou apenas o prazer de ver as imagens, ouvir as músicas, assistir aos shows do passado e reler as entrevistas. Falta portanto, aquele prazer incomparável de assistir ao show e ouvir as músicas que gostamos serem executadas na hora. Nada supera essa emoção.

Por isso, dou força aos artistas que se dedicam a fazer cover de seus ídolos. É um trabalho maravilhoso e pouco valorizado no mundo artístico. Arrisco a dizer que é uma das artes mais difíceis. Fazer um cover bem feito, exige um trabalho de pesquisa enorme, de interpretação teatral e, principalmente, de estudo. O objetivo de todo cover deve ser interpretar o ídolo, fazendo o público sentir a experiência que teria se estivesse vendo o verdadeiro artista em cena. Afirmo que existem covers que conseguem fazer isso!

Recentemente, trouxemos da Europa, a banda Jailbreak, dedicada a fazer cover de Guns´n Roses. Foi como assistir Axl Rose nos bons tempos. Simplesmente impressionante! Aqui no Brasil, destaco a fantástica banda Black Dog. Eles são tão familiarizados com a obra do Led Zeppelin que se dão ao luxo de improvisar nas músicas com a autoridade de quem toca tão bem quanto os verdadeiros. Parece impossível? Não, não é!

Muitas vezes, o cover pode superar o ídolo em competência. Sim, porque para ele o mais importante é fazer perfeito! Tão perfeito que pode se tornar até melhor. Já assisti vídeos em que Robert Plant desafina, em que Jimmy Page erra. Já ví Frank Sinatra esquecer a letra de uma música em pleno Maracanã. Também, em pleno Maracanã, vi os Paralamas do sucesso começarem uma música e interromperem porque Hebert Viana errou.

O cover pode sim se tornar mais competente musicalmente que o próprio ídolo. Por que então, renegá-los a um segundo plano? Considerá-los artistas menores?

O problema é que a grande maioria das bandas covers não se dedicam a fazer a coisa séria, de forma profissional! Existe uma grande diferença entre fazer cover e simplesmente tocar a música de determinado artista. Quem se propõe a fazer cover de verdade, tem que estudar, tem que se produzir, tem que incorporar a alma do ídolo.

Para encerrar esse post, destaco alguns outros grandes covers que conheço e que tocam no Rio Rock & Blues Club: Valério Cazuza, A-ha Project, The Smiths Cover, U2 Cover Rio, Guilherme Lemos e, para fechar a lista, a fantástica UmmaGumma, cover do Pink Floyd. Esquecí alguém? Faça seu comentário. Vamos valorizar os covers!

Um comentário:

  1. Tivemos também um show cover fantastico do QUEEM. Queem real tribute.

    Abraço,

    Leonardo Vieira

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