segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

ROCK SOLIDÁRIO

No dia 27 de janeiro, faremos uma grande jam session em benefício das vítimas das enchentes da região serrana do Rio de Janeiro. Vários artistas já confirmaram presença mostrando enorme boa vontade e espírito humano. Aliás, não poderia ser diferente. O Rock´n Roll foi e continua sendo uma ferramenta para promover grandes transformações. Ao dar voz à juventude dos anos 50 e 60, ele foi ao longo do tempo, se tornando um instrumento para críticas políticas, até abraçar as causas sociais, no final dos anos 60 e início dos anos 70. O Beatle George Harrison foi um dos pioneiros a organizar um concerto beneficente: o famoso concerto para Bangladesh no início dos anos 70. O evento contou com a participação de vários nomes da música na época, incluindo o amigo Eric Clapton. A partir daí, vários outros artistas deram sua contribuição para as mais variadas causas sociais. O clímax desse movimento se deu nos anos 80, com a realização do mega evento Live Aid, para as vítimas da fome na África. Esse evento foi um marco e deu origem ao Dia Mundial do Rock, comemorado no dia 13 de julho. No século XXI o Rock perdeu um pouco da sua força como transformador, mas continua sendo uma poderosa ferramenta. Quem viveu as décadas passadas pode testemunhar o seu poder catalizador. Eventos como Live Aid ficam na memória e entram para a história mostrando como a música pode ser usada não apenas como um mero entretenimento, mas como um instrumento de transformação.

domingo, 9 de janeiro de 2011

A difícil arte de fazer cover

Quando gostamos de uma banda ou de um artista, temos o desejo de assistir um show. Nada supera a emoção de ver nossos ídolos ao vivo. Porém, o que fazer quando nosso ídolo é um artista morto, ou uma banda que não existe mais? Sim, meus amigos, já são mais de 50 anos de rock´n roll, e se falarmos de blues, pode colocar mais 50. Muitos ídolos já se foram. Passaram dessa para melhor (pelo menos é o que esperamos). Outras tantas bandas simplesmente se desfizeram ao longo de todo esse tempo. Aos fãs restou apenas o prazer de ver as imagens, ouvir as músicas, assistir aos shows do passado e reler as entrevistas. Falta portanto, aquele prazer incomparável de assistir ao show e ouvir as músicas que gostamos serem executadas na hora. Nada supera essa emoção.

Por isso, dou força aos artistas que se dedicam a fazer cover de seus ídolos. É um trabalho maravilhoso e pouco valorizado no mundo artístico. Arrisco a dizer que é uma das artes mais difíceis. Fazer um cover bem feito, exige um trabalho de pesquisa enorme, de interpretação teatral e, principalmente, de estudo. O objetivo de todo cover deve ser interpretar o ídolo, fazendo o público sentir a experiência que teria se estivesse vendo o verdadeiro artista em cena. Afirmo que existem covers que conseguem fazer isso!

Recentemente, trouxemos da Europa, a banda Jailbreak, dedicada a fazer cover de Guns´n Roses. Foi como assistir Axl Rose nos bons tempos. Simplesmente impressionante! Aqui no Brasil, destaco a fantástica banda Black Dog. Eles são tão familiarizados com a obra do Led Zeppelin que se dão ao luxo de improvisar nas músicas com a autoridade de quem toca tão bem quanto os verdadeiros. Parece impossível? Não, não é!

Muitas vezes, o cover pode superar o ídolo em competência. Sim, porque para ele o mais importante é fazer perfeito! Tão perfeito que pode se tornar até melhor. Já assisti vídeos em que Robert Plant desafina, em que Jimmy Page erra. Já ví Frank Sinatra esquecer a letra de uma música em pleno Maracanã. Também, em pleno Maracanã, vi os Paralamas do sucesso começarem uma música e interromperem porque Hebert Viana errou.

O cover pode sim se tornar mais competente musicalmente que o próprio ídolo. Por que então, renegá-los a um segundo plano? Considerá-los artistas menores?

O problema é que a grande maioria das bandas covers não se dedicam a fazer a coisa séria, de forma profissional! Existe uma grande diferença entre fazer cover e simplesmente tocar a música de determinado artista. Quem se propõe a fazer cover de verdade, tem que estudar, tem que se produzir, tem que incorporar a alma do ídolo.

Para encerrar esse post, destaco alguns outros grandes covers que conheço e que tocam no Rio Rock & Blues Club: Valério Cazuza, A-ha Project, The Smiths Cover, U2 Cover Rio, Guilherme Lemos e, para fechar a lista, a fantástica UmmaGumma, cover do Pink Floyd. Esquecí alguém? Faça seu comentário. Vamos valorizar os covers!

sábado, 1 de janeiro de 2011

Música: instrumento para fazer o bem

Pelo segundo ano consecutivo, o Rio Rock & Blues Club colaborou com causas sociais. Antes do Natal, doamos para a Sociedade Viva Cazuza, instituição que cuida de crianças portadoras do vírus HIV, alimentos arrecadados em nossa festa de final de ano.

Contribuir com as questões sociais faz parte do ideário do Rio Rock & Blues Club. Entretanto, é incrível como ainda existem pessoas que não possuem esse espírito de colaboração. No final de 2009, o Rio Rock & Blues sediou um evento cuja renda foi revertida para Casa Jimmy, em Santa Teresa. A instituição ajuda crianças carentes e tem o apoio do lendário guitarrista do Led Zeppelin, Jimmy Page. O próprio, em carne e osso, esteve presente ao evento, e pasmem: uma das pessoas que comprou o convite para participar do evento entrou na justiça exigindo de volta o dinheiro que pagou alegando que fora enganado porque Jimmy Page não tocou!

Parece uma piada de mau gosto, mas é a mais pura verdade! Um cara quer receber de volta o dinheiro que doou para uma instituição de caridade, e ainda por cima, ser indenizado por danos morais! As vezes acordamos de manhã, achando que esse mundo não tem salvação e dá vontade de pendurar as chuteiras. Mas, quando vemos que pessoas como esse indivíduo felizmente são a minoria, e que existe um monte de gente de bom coração, nos animamos para continuar seguindo em frente procurando fazer o bem.



Jimmy Page no Rio Rock & Blues Club em 2009 participando do evento cuja renda foi
revertida para a Casa Jimmy, que cuida de menores carentes em Santa Teresa.
Uma das grandes iniciativas que contou com o apoio do Rio Rock & Blues Club.